Guinga solta a voz.

Guinga estreou em disco já aos 41 anos, em 1991, com "Simples e Absurdo". Mas eram os outros que cantavam suas músicas, não ele. Nos cinco CDs seguintes, interpretou algumas faixas, mas é agora, em "Casa de Villa", que o violonista se mostra mais maduro como cantor. "Estou [no CD] com a voz rouca do cantor que não sou. Mas alma e emoção eu tenho. Chico Buarque e Tom Jobim nunca quiseram ser cantores e são os maiores intérpretes de suas obras", afirma ele, que sempre ouviu de Djavan e outros especialistas o incentivo para cantar mais. Oito das 12 faixas têm sua "voz rouca" -as outras são instrumentais. E Guinga ainda se permite ousadias: faz um difícil contracanto em "Via Crucis", a única música com intérprete convidada (Paula Santoro), e experimenta o formato voz & violão em "Tudo Fora de Lugar", bela parceria com Aldir Blanc. As inovações mostram um artista mais corajoso e exposto. Seus CDs anteriores, invariavelmente bonitos, eram cercados por muitos instrumentos, inclusive cordas. Sob influência do produtor Marcus Tardelli, exímio violonista solo, Guinga conta com poucos músicos ao seu redor e encontra uma justa medida para sua obra. >
Muito bom, Guinga com certeza é um dos grandes compositores do momento não perca também a rezenha de Francis Hime na biscoito fino.
(Sergio -  fonte: Folha de São Paulo por:Luiz Fernando Vianna )